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Livros Antigos Com Lupa Em Cima.

7 livros de Gabriel García Márquez para ler antes de morrer

Muitos são os escritores e obras que orgulham a produção literária latino-americana, tornando-a referência até mesmo em outros continentes. Hoje, você vai conhecer sete livros do colombiano Gabriel García Márquez, um dos mais admirados e traduzidos autores do século XX, daqueles que nos deixam com vontade de morar nas histórias que contam — você já vai entender!

Antes, que tal saber um pouco mais sobre a trajetória do autor, que faleceu em 2014, aos 87 anos, mas deixou um legado imensurável à literatura?! 

Gabriel García Márquez, o “Gabo”

O escritor nasceu em 6 de março de 1927, na cidadezinha de Aracataca, um município da Colômbia. Filho de Luisa Santiaga Márquez e Gabriel Eligio García, tinha dez irmãos. Mas foi ao lado dos avós maternos, Doña Tranquilina Iguarán e o coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejía, que o menino cresceu até os oito anos.

Gabriel García Márquez só regressaria à casa dos pais após a morte do avô. Contudo, por menor que tenha sido o tempo de convivência, foi suficiente para ajudá-lo a se transformar, décadas depois, em um ganhador do maior prêmio literário existente, o Nobel de Literatura.

A infância ao lado dos avós encheu de histórias encantadoras a mente de Gabo. O avô materno, Nicolás Márquez, era um veterano da Guerra dos Mil Dias, referência que, mais tarde, por exemplo, seria utilizada para compor os personagens da obra Cem Anos de Solidão, que vamos te apresentar em breve. 

A leitura de clássicos, como A Metamorfose, de Franz Kafka, expandiu ainda mais os horizontes de Gabo, mostrando a ele que as palavras nem sempre precisavam retratar a realidade e poderiam, sim, ser mágicas.

Se as pinceladas do impressionismo haviam abalado as artes visuais em 1870, García Márquez, mesmo sem imaginar, provocaria efeito semelhante, praticamente um século depois, ao criar universos fantásticos e autênticos utilizando-se das palavras.

Gabriel García Márquez em seu 87º aniversário, no dia 6 de março de 2014, na Cidade do México.
Gabriel García Márquez em seu 87º aniversário, no dia 6 de março de 2014, na Cidade do México. Foto: Reprodução/Yury Cortez/AFP via Getty Images.

Em 1947, mudou-se para Bogotá com o objetivo de cursar Direito e Ciências Políticas na Universidade Nacional da Colômbia, mas abandonou o curso um ano depois e foi para Cartagena das Índias, onde começou uma de suas mais importantes funções, além da de escritor: a de jornalista. 

As redações de jornais impressos como El Universal e El Heraldo contaram com a presença e os relatos do, à época, jovem escritor. Gabo dedicou-se com total paixão e dizia que o jornalismo era “a melhor profissão do mundo”.

Na literatura, o sucesso chegaria no continente europeu entre 1960 e 1970, sendo que o primeiro livro lançado foi A Revoada, em 1955. 

Da vasta produção literária do autor, que escreveu até 2010, chegou a hora de conhecer sete delas que marcaram e continuam marcando uma geração de leitores. 

Antes, é sempre bom lembrar que nossa lista está organizada por ordem alfabética, deixando os clubismos de lado!

1. Cem Anos de Solidão

Cem Anos de Solidão poderia ser nossa última sugestão de leitura para você, mas isso não diminuiria a grandeza que essa obra representa para a carreira de Gabo e para a história da literatura mundial.

Em mais de 440 páginas, somos transportados para Macondo, “uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos”, como descobrimos já nas primeiras páginas do livro.

Com apenas trezentos habitantes, é nesse lugar fictício que vamos acompanhar a trajetória — ora feliz, ora triste — de diversas gerações da família Buendía.

Uma história resultante de muitas outras histórias, inclusive das que a própria avó de Gabo contava para ele quando criança. 

É praticamente impossível ler esse livro apenas uma vez, você vai se encantar!

Capa do Livro de Gabriel García Márquez, Cem Anos de Solidão.
Foto: Reprodução/Amazon.

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2. Crônica de Uma Morte Anunciada

Crônica de Uma Morte Anunciada traz, claramente, traços do jornalismo investigativo, devido à construção da história, em que García Márquez cria uma rica reconstituição dos fatos que dão vida à narrativa.

Nela, o personagem Santiago Nasar é assassinado e, a partir disso, um quebra-cabeça deve ser montado conforme versões de testemunhas vão sendo coletadas até que o enredo encontre, enfim, um desfecho e o crime seja resolvido.

Até lá, a poesia e os absurdos humanos não são esquecidos, marcando presença nas linhas das 160 páginas da obra.

Capa do Livro de Gabriel García Márquez, Crônica de Uma Morte Anunciada.
Foto: Reprodução/Amazon.

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3. Do Amor e Outros Demônios

O amor é um dos temas mais recorrentes na literatura. Contudo, nas palavras de Gabriel García Márquez ele ganha uma nova forma.

Influenciado também por uma das lendas contadas pela avó, o autor escreveu Do Amor e Outros Demônios em 1994.

Seja verdade ou não, tudo começou anos antes, em 1949, quando Gabo é enviado por um dos jornais que trabalhava ao Convento de Santa Clara, onde antigos túmulos estavam sendo destruídos. 

De uma das covas, uma cabeleira cor de cobre de vinte e dois metros pertencente a uma jovem, cuja lápide apenas constava “Sierva María de Todos los Ángeles”, impressiona o escritor, que recorda uma lenda que a avó lhe contava sobre uma marquesa de 12 anos que foi mordida por um cão, adquiriu raiva e realizou milagres.

Na obra do autor, a menina volta à vida em uma época na qual as crenças da Igreja Católica predominavam e tudo que estivesse aquém disso estava relacionado à bruxaria.

Durante a infância, a jovem é mordida por um cachorro e começa a ter um comportamento alterado. As pessoas começam a suspeitar que ela está com raiva. Então, o pai parte em busca de tratamentos alternativos, benzeduras e unguentos, a fim de salvar a filha. Para a igreja, a menina está possuída e deve ser exorcizada.

Em Do Amor e Outros Demônios, a narrativa inconfundível de Gabo reflete as misturas de crenças africanas com o catolicismo e seus preconceitos, tão presentes do lado de cá.

Capa do Livro de Gabriel García Márquez, Do Amor e Outros Demônios.
Foto: Reprodução/Amazon.

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4. Doze Contos Peregrinos

Na obra, García Márquez reúne histórias escritas durante 18 anos que retratam latinos-americanos vivendo na Europa, em locais como Barcelona, Genebra, Roma e Paris, mas que sonham em retornar à terra natal.

Solidão, poder, amor e morte, repleta de encantamento, seja na hora de contar a história de uma ex-prostituta ou quando retrata a aparição do escritor Pablo Neruda conversando com uma sonhadora profética, são os temas que permeiam Doze Contos Peregrinos.

Capa do Livro de Gabriel García Márquez, Doze Contos Peregrinos.
Foto: Reprodução/Amazon.

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5. Memória de Minhas Putas Tristes

A primeira obra de ficção de Gabriel García Márquez é um retrato de um velho jornalista que, aos 90 anos de idade, decide abraçar a luxúria com o objetivo de provar para si e para o mundo que continua vivo.

Em hilárias e trágicas aventuras sexuais, esse senhor narra as próprias memórias que, entre crônicas, resenhas para o jornal local e aulas de gramática para alunos extremamente perdidos, perambula de bordel em bordel… Até que se apaixona.

Ao ver a personagem Delgadina de costas, nua, se sente tomado pelo sentimento que sempre menosprezou.

Este livro é uma ode ao amor na terceira idade, onde Gabo nos mostra que nunca é tarde para se apaixonar. Leitura rápida e encantadora!

Capa do Livro de Gabriel García Márquez, Memória de Minhas Putas Tristes.
Foto: Reprodução/Amazon.

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6. Ninguém Escreve ao Coronel

Assim como milhares de brasileiros, em Ninguém Escreve ao Coronel acompanhamos a longa espera pela aposentadoria de um coronel reformado cujo aviso deve chegar pelos correios de uma cidadezinha hostil, mas que sempre se perde nos “trâmites burocráticos”.

As correspondências chegam ao local apenas às sextas-feiras; e a frase que dá título ao livro é sempre brandada pelo carteiro responsável pelas entregas.

Durante a espera, as únicas companhias do militar eram a mulher asmática e um galo de briga que pertencia ao filho, já falecido. 

Esbanjando ironia e comentários sutis, nesta novela curta de Gabo, escrita em 1957, adentramos nas miudezas da história e da política colombiana a partir das ausências financeiras e afetivas do personagem principal.

Capa do Livro de Gabriel García Márquez, Ninguém Escreve ao Coronel.
Foto: Reprodução/Amazon.

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7. O Amor nos Tempos do Cólera

Nossa última sugestão para você é mais uma ode ao amor, como dá para perceber pelo título.

“Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas lhe lembrava sempre o destino dos amores contrariados”.

Assim começa a obra que, escrita em formato de prosa, é uma verdadeira epopeia sobre as diversas facetas que envolvem as relações humanas, mergulhando no que há de mais belo e humilhante entre elas.

Em O Amor nos Tempos do Cólera, as guerras, doenças, os preconceitos e costumes da época dividem espaço com a paixão platônica de Florentino Ariza — um homem determinado a conquistar uma garota, Fermina Daza, que conheceu durante a juventude, mas nunca teve nada. 

Juntos, esses elementos se reúnem mais uma vez para dar origem a um dos maiores livros de Gabriel García Márquez, ao lado de Cem Anos de Solidão.

Pode acrescentar O Amor nos Tempos do Cólera na sua lista de leituras indispensáveis!

Capa do Livro de Gabriel García Márquez, O Amor Nos Tempos do Cólera.
Foto: Reprodução/Amazon.

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Só história incrível, né? Por qual delas você vai começar a se aventurar nas palavras de Gabriel García Márquez? 

Uma coisa nós podemos garantir: é muito difícil ler apenas uma obra do escritor. Ou, como muitos fãs fazem, reler diversas vezes o mesmo livro também é sempre um acalanto aos olhos e ao coração, nos ajudando a fugir da realidade — um dos maiores benefícios de qualquer leitura, sem dúvidas.

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Caroline

Caroline

Formada em Jornalismo pela Facopp/Unoeste, estudante de Letras/Espanhol na Unesp de Assis (SP). Libriana apaixonada por sol, cerveja, música, cinema e literatura – russa e latino-americana, especialmente! Já escrevi um livro e plantei uma árvore, não estou certa quanto a outra tarefa. Por fora, The Beatles; no fone de ouvido, Exaltasamba.

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