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Jogo Mysterium

Jogo Mysterium: abra sua mente para desvendar um crime

Os jogos de tabuleiro são uma ótima pedida para momentos de descontração em família ou entre os amigos. Existem algumas opções clássicas que parecem estar dentro das casas há gerações, como o Banco Imobiliário e o Detetive — mas depois que eu entrei na onda de conhecer opções diferentes, nunca mais parei.

E falando em Detetive, nada como uma boa investigação para deixar todo mundo envolvido. O jogo Mysterium é um boardgame colaborativo no qual é preciso solucionar um crime descobrindo o assassino, o local e a arma — mas quem dá as pistas é o próprio morto. Para entender mais sobre o jogo, é só seguir na leitura do post!

A história

No dia 14 de dezembro de 1894, uma festa à fantasia na mansão Warwick, na Escócia, acabou em tragédia. À 1h30 da manhã um serviçal foi encontrado morto em circunstâncias desconhecidas e o crime chocou a cidade. Quatro meses depois, no entanto, a investigação concluiu que o evento se tratava de um acidente e o caso foi encerrado.

Em maio do mesmo ano, o Conde de Warwick avisa que preferiu se mudar da mansão com a família, por não conseguirem se sentir tranquilos desde o acontecido. Tão logo a propriedade foi posta à venda, um membro do clã MacDowell a comprou. 

Anos depois, após voltar da guerra em 1918, Conrad MacDowell resolveu residir na mansão, que havia acabado de herdar da família. Acontece que ele é médium, e não demorou a sentir uma presença sobrenatural esquisita na casa. 

Em 1920, portanto, decidiu montar um grupo mediúnico para desvendar esse mistério por meio de uma sessão espírita na noite de Halloween, quando os mundos dos vivos e dos mortos se encontram e eles terão a chance de estabelecerem contato com o fantasma. O tempo é curto, no entanto: tudo tem que acontecer entre 1h e 7h da manhã. 

Os personagens

Conheça os personagens de Mysterium.

MacDowell juntou um grupo de médiuns de diferentes nacionalidades e com diferentes habilidades, para garantir múltiplas formas de contato com o fantasma. Ele próprio é escocês e especialista em cristalomancia, tendo herdado, aos 18 anos, a bola de cristal de sua avó. 

Alma Salvador é espanhola e especialista em adivinhação com pêndulo. Orfã desde criança, ela foi criada em um convento por freiras que a expulsaram quando, aos seus 12 anos de idade, foi acusada de bruxaria por suas atividades mediúnicas. 

Madam Wang é chinesa e especialista na leitura do I-Ching, um livro tradicionalmente utilizado como oráculo. Recrutada ainda bastante jovem por uma sociedade secreta de estudo do livro, ela deixou a família muito cedo para se dedicar a desenvolver o seu dom.

Alphonse de Belcour é um numerologista francês que nasceu no seio da aristocracia e começou a estudar sobre as propriedades secretas dos números após a morte de seu irmão na Batalha de Verdun. Sua extensa pesquisa científica permitiu que ele passasse a decifrar mensagens ocultas em textos importantes ao redor do mundo. 

Ardhashir é otomano e desenvolveu o dom da adivinhação utilizando um poderoso talismã que está em posse de sua família há séculos. Rodou o mundo para explorá-lo por meio de suas práticas e tinha recém voltado à sua pátria quando foi convidado para o encontro na mansão.

Por fim, Jessalyn Smith é uma cartomante americana que costumava apenas se divertir tirando cartas de tarô para as amigas quando, após a morte de uma criança próxima, descobriu que era uma médium poderosa e que conseguia entrar em contato com os mortos. 

As características dos personagens não têm qualquer impacto prático no desenrolar do jogo, pois todos jogam da mesma forma — mas uma grande parte do diferencial dos jogos de tabuleiro contemporâneos são a história criada em torno; portanto, fiz questão de apresentá-la.

Como se organiza uma partida

Como foi dito no início do texto, Mysterium é um boardgame colaborativo. Isso significa que, ao invés de competir entre si, os jogadores buscam juntos o mesmo objetivo. Ou todos ganham, ou todos perdem: aqui, a batalha é contra o próprio jogo!

As partidas podem ser disputadas por entre 2 e 7 jogadores. Uma das pessoas deve, obrigatoriamente, assumir o papel do fantasma, enquanto as outras escolhem cada uma o próprio médium, representado por um peão colorido em formato de bolinha de cristal.

No jogo Mysterium, os peões são bolinhas de cristal.

Como jogar

Se até então você estava achando o jogo muito parecido com Detetive, é agora que tudo muda de figura. O pulo do gato em Mysterium é a forma com que o fantasma passa sua mensagem: nada de andar por um tabuleiro visitando cômodos da casa para pegar pistas, aqui a história é muito mais de contemplação e subjetividade. 

Organizando a partida

Para a partida, o jogador fantasma precisa organizar seu deck de controle. A quantidade de suspeitos, locais e armas depende da quantidade de jogadores e do nível de dificuldade escolhido (que pode ser fácil, médio ou difícil). 

Ele monta em seu painel, uma linha investigativa para cada jogador médium. Todos os suspeitos, locais e armas selecionados pelo fantasma se repetem, então, na mesa de jogo para que os médiuns possam analisá-los.

Montando uma partida de Mysterium.

O fantasma se comunica

Na primeira fase do jogo, cada jogador terá seus próprios assassinos, local e arma para descobrir. É só quando todos descobrirem todos os seus respectivos elementos que, na segunda etapa do jogo, será preciso descobrir qual dos conjuntos, afinal, é a verdadeira circunstância do crime. 

Mas, antes de chegarmos lá, é preciso que o fantasma passe sua mensagem. Acontece que ele está muito debilitado para falar, já que passou anos em sofrimento vagando pelo plano astral. Ele se comunicará, portanto, enviando visões… um tanto obscuras, oníricas e recheadas de possibilidades. 

Visões do fantasma.

A cada nova rodada o fantasma precisa estar com 8 cartas de visões em sua mão. Ele deve  observar atentamente as imagens para tentar conectá-las às respostas às quais os jogadores precisam chegar. 

E aí, então, tanto para o fantasma quanto para os médiuns, chegou a hora de abrir a mente! Se permita observar as imagens com calma e de maneira detalhada para entender quais são as possíveis conexões. 

Como o bolo de visões é embaralhado e o fantasma só tem acesso a 8 por rodada, a sorte também acaba contando bastante: pode ser que um dos suspeitos seja um cozinheiro e uma das visões retrate uma cozinha! No entanto, pode acontecer desse trabalho precisar ser bem mais subjetivo. As cartas estão na mesa!

Interpretando as visões

Depois que o fantasma entregar uma ou mais cartas de visão para cada médium, vira-se a ampulheta, todos viram as cartas que receberam e podem debater, em conjunto, com qual suspeito acreditam que cada carta mais combina. 

Chegou a hora de comparar as visões do fantasma com os suspeitos!

Ao fim do tempo, todos os jogadores devem ter posicionado suas bolinhas de cristal em cima do que acreditam ser a resposta: quem acertou, segue para adivinhar o local. Quem errou, permanece tentando adivinhar o suspeito – e assim o jogo segue até que todos tenham seus três resultados definidos, ou que o tempo acabe. 

Pois é, lembram que a sessão espírita só poderia acontecer entre 1h e 7h da manhã? Cada rodada de adivinhação conta como uma hora no relógio, portanto o jogo precisa ser resolvido em até sete rodadas.

O relógio marca a quantidade de rodadas.

Segunda etapa do jogo

Bem, depois que todos os jogadores chegaram ao final de sua linha investigativa e têm, consigo, seus respectivos suspeitos, locais e armas, chegou a hora de entender qual das circunstâncias, afinal, é a do crime verdadeiro. Todos expõem na mesa suas combinações e colocam, logo abaixo, a fichinha do número correspondente ao seu personagem.

As trilhas investigativas estão formadas.

O fantasma vai escolher qual é a verdadeira, pegar suas próprias fichas de número e colocar na mesa, virada para baixo, a resposta correta. Ele então oferece três novas cartas de visão: uma de assassino, uma de local e uma de arma, e todas devem corresponder ao mesmo grupo numerado. 

As imagens são reveladas e então, dessa vez em silêncio e sem conversar entre si, os jogadores devem votar em qual acham que é a combinação correspondente à mensagem do fantasma. Cada médium usa suas próprias fichinhas de número para votar, e coloca seu voto na mesa também com a face virada para baixo. 

Ao fim do tempo, todos revelam juntos os seus votos e o fantasma revela a resposta correta: se a maioria dos jogadores tiver votado corretamente, a equipe ganhou o jogo e o morto poderá, finalmente, ir para o além e descansar em paz. 

Caso contrário… é preciso esperar por outra noite de Halloween para começar tudo outra vez. Desde que eu comprei esse jogo, o Halloween acontece inúmeras vezes por ano, às vezes até mais de uma vez por noite. 

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Analu Bussular

Jornalista e produtora de conteúdo, nunca se cansa de falar de livros na internet e está sempre ouvindo Taylor Swift. Nas horas vagas é sommelier de batatas fritas.

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